Compartilhado, Dedicado, Semidedicado, Cloud, VPS: o que são?

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O mercado de hospedagem de sites, assim como qualquer serviço que implique alto nível técnico para ser prestado, pode suscitar confusões relacionadas a termos e expressões “bonitas” e “da moda” que podem ajudar a vender — já que as pessoas tendem, inconscientemente, a supervalorizar o que não compreendem, e a achar que, se algo contiver termos e siglas “da moda”, deve ser melhor do que o equivalente que não tenha.

Na PortoFácil nós primamos sempre pela clareza. Não gostamos de utilizar linguagem técnica obscura, e sempre que possível buscamos, na comunicação com o cliente, simplificar de forma a não haver nenhum tipo de mal entendido.

No decorrer do tempo, cinco grandes “correntes” tem dominado o mercado de hospedagem de sites, embora duas delas tenham sido popularizadas pela compreensão menos clara do seu significado, ou mesmo pela inexistência de uma definição clara o suficiente para elas.

Vamos ver cada uma delas em seguida, com o objetivo de trazer alguma luz sobre essa confusão.

Servidor Compartilhado

O conceito de servidor compartilhado é o mais simples de entender, porque é o mais comum existente no mercado: uma empresa disponibiliza um ou mais servidores para um determinado número de clientes, que vão hospedar seus sites em contas individuais nesta máquina.

A principal vantagem deste modelo de negócios é a diluição do preço total do serviço entre dezenas, centenas, ou milhares de clientes (em casos mais extremos, e muito comuns em hospedagens extremamente baratas).

A principal desvantagem é implicada pelo fato de o isolamento entre as contas ser menos eficiente, de forma que um domínio mal comportado, ou sob ataque, pode comprometer a estabilidade de todos os “vizinhos”. Embora existam meios de se conter este tipo de abusos, eles, na maior parte do tempo, causam mais danos do que benefícios, razão pela qual as empresas de hospedagem compartilhada preferem monitorar cada servidor diretamente, e agir pontualmente em caso de abusos ou outros problemas.

A PortoFácil não presta serviço de hospedagem compartilhada. Recomendamos a quem precise dessa modalidade que contratem a Via Hospedagem, empresa co-irmã da PortoFácil especializada em hospedagem compartilhada e revenda de hospedagem.

Servidor Dedicado

A contrapartida do servidor compartilhado é, naturalmente, o servidor dedicado: nesta modalidade de serviço, o cliente contrata um servidor inteiro que somente ele vai utilizar, não sendo este dividido com nenhum “vizinho”, ou seja, nenhum site que não seja do cliente será hospedado na máquina.

A principal desvantagem desta abordagem é o preço, pois o custo de um servidor que seria dividido com vários clientes precisará ser bancado por apenas um. Já a principal vantagem diz respeito a sites com alta demanda de processamento, pois como não há compartilhamento de recursos, cada ciclo de processamento, cada bit de memória e cada bit de velocidade da conexão ficam inteiramente ao dispor de um único cliente.

VPS (Servidor Privado Virtual)

“Virtual” significa, simplificadamente, algo que não existe fisicamente, mas é como se existisse. Um servidor virtual, ou VPS, é um servidor que se comporta como um servidor dedicado, tem as mesmas características de máquinas dedicadas, porém elas são criadas por artifícios de hardware e software, que assim conseguem fazer com que um servidor dedicado possa ser compartilhado por alguns clientes sem estes tenham de sofrer com os inconvenientes de uma hospedagem compartilhada.

As vantagens do VPS sobre os dedicados residem, basicamente, no fato de saírem muito mais em conta, porque existe a possibilidade da empresa que vende diluir o custo entre alguns clientes. Na PortoFácil, normalmente, temos de quatro a seis clientes de VPS em cada máquina física.

Além disso, o VPS permite que o cliente pague um valor mais justo pela hospedagem, fazendo upgrades periódicos ou de acordo com a real demanda por um servidor mais potente.

É claro que existem diferenças entre as tecnologias de virtualização disponíveis no mercado, e na maneira como cada provedor cria regras e políticas de comercialização de seus produtos e serviços, mas esta discussão sairia bastante do foco que queremos dar ao presente artigo.

Cloud (ou Nuvem)

Este é, sem dúvida, o conceito mais deturpado de todo o ambiente que envolve o mercado de hospedagem de sites.

A assim chamada “nuvem” implica tudo aquilo que está armazenado em servidores remotos, e não na máquina do usuário.

Assim, quando você está visualizando esta página, por exemplo, que está armazenada num servidor em algum lugar da Internet que atende pelo endereço portofacil.net, você está visualizando, na verdade, um documento que está “na nuvem”.

Quando você acessa seu webmail, Gmail, Hotmail, ou qualquer um que não seja o seu programa local de correio eletrônico (como o Outlook, o Thunderbird ou o Apple Mail, por exemplo), você também está acessando dados na nuvem.

Assim, é correto dizer que todo e qualquer site publicado na Internet está na “nuvem”, pouco importando se ele se encontra em uma hospedagem compartilhada, dedicada, VPS, ou qualquer outra que se venha a inventar.

Na prática, o que a maioria das empresas de hospedagem por aí chama de “cloud hosting”, “nuvem” ou o que for, não passa de um jeito rebuscado de dizer VPSs utilizando uma tecnologia de virtualização mais ou menos sofisticada.

Alguma diferenciação existe no que diz respeito às “nuvens elásticas” — serviço que oficialmente a PortoFácil ainda não presta, embora nossa linha de VPS NX tenha muitas características destas: o cliente teria condições de redimensionar seu VPS para cima ou para baixo conforme a necessidade de cada momento, de maneira manual ou automática.

Outra característica da “hospedagem na nuvem” seria a divisão das tarefas de um site em diversos servidores — físicos (dedicados) ou virtuais (VPSs) — e a criação de mecanismos de tolerância e superação automática de falhas. A maioria dos clientes não precisa deste nível de sofisticação, e normalmente os que precisam têm suas próprias equipes de TI que cuidam deste assunto como parte primordial do negócio, em vez de “terceirizar” com uma empresa de hospedagem web.

Servidor Semidedicado

Por fim, o conceito mais distorcido de todos, porque cada vendedor teve todo o tempo do mundo para dar à expressão “servidor semidedicado” a interpretação ou o sentido que quisesse.

Há alguns anos, antes da popularização da computação em máquinas virtuais, um “servidor semidedicado” era nada mais que uma máquina dedicada que era vendida a um número restrito de clientes. A semelhança com o VPS para aqui, porque enquanto o VPS tem mecanismos de isolamento entre os ambientes de cada cliente, privilegiando segurança e impedindo abusos por parte de “vizinhos” bagunceiros, essa modalidade de “semidedicado” normalmente conta apenas com a boa vontade dos clientes, que nem sabem quem são seus vizinhos, para manter suas casas em ordem e evitar problemas “no condomínio”.

Mais recentemente, a confusão tem aumentado: com a popularização dos ambientes de servidor virtual (VPS), sob a influência do modismo de “nuvem” para tudo que é lado, muitos vendedores, tentando agregar valor percebido aos seus serviços, acabam usando de uma expressão que não oferece toda a clareza que deveria nortear uma decisão de compra — pelo menos na nossa humilde opinião.

 

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