Plugins: não basta desativar

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Em se tratando do WordPress, os plugins são uma das coisas mais interessantes já trazidas a uma ferramenta de publicação web. A flexibilidade, a possibilidade de disponibilizar ao site novas funcionalidades, são o lado bonito do que pode vir a ser um pesadelo.

Sempre dizemos que quanto mais a sério um blogueiro levar seu blog, menos plugins ele terá. Alguns são essenciais, como os de cache, mas outros são plenamente dispensáveis, e só servirão mesmo para causar transtorno e “atolar” o servidor.

Muitos blogueiros, infelizmente, fazem de seus blogs (muitas vezes de onde tiram seu sustento) um campo de provas para todo e qualquer plugin que vejam pela frente. E pior que isso, nunca removem esse lixo do WordPress, ignorando os problemas potenciais.

Plugins que “furam” o cache

Entre os plugins indispensáveis em qualquer blog estão os de cache. O nosso favorito, pelo equilíbrio entre funcionalidade, utilidade, simplicidade e desempenho, é o WP Super Cache.

Em contrapartida, há plugins que nunca deveriam ser sequer cogitados de instalar num blog que tenha qualquer importância. São os que implementam scripts que são carregados e/ou executados por chamadas diretas do diretório de plugins, aqueles que utilizam scripts .php para implementar folhas de estilo, e outras barbaridades.

Esses plugins “furam” o sistema de cache (por causa das chamadas diretas), além de terem o potencial de expor o WordPress a riscos de ataques como script e SQL injection.

Desativar é pouco

Quando alguém instala um plugin desses acima em seu blog e só o desativa, não resolve o problema de sobrecarga que eles causam.

Isso porque esses scripts que são chamados diretamente do diretório de plugins também são indexados e acessados por bots de indexação, bem como pelas páginas arquivadas no cache do Google ou outro buscador.

Um caso prático

Esta semana a PortoFácil recebeu um importante blog, que apesar da visitação relativamente baixa (menos de 10 mil visitas por dia) estava consumindo um poder de processamento que alimentaria dez vezes esta visitação em um blog bem otimizado. No primeiro dia, foi necessário reiniciar o servidor várias vezes para manter o blog com o mínimo de funcionalidade (e evidente falta de qualidade).

Ao analisar o blog em questão descobrimos que o diretório de plugins estava cheio de coisas inúteis ou questionáveis, e o dono do blog simplesmente não dava jeito de apagar os arquivos.

Como nosso trabalho consiste em fazer o melhor pelo cliente — embora muitas vezes ele não saiba o que é melhor para si — tomamos a liberdade de apagar os arquivos de plugins inúteis do site. E o resultado foi a imediata queda na carga do servidor, e a volta do blog à velocidade normal de carregamento das páginas.

 

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Publicado por Janio Sarmento – 02 de junho de 2011