Como interpretar os gráficos da Mônica para Clientes

Os gráficos da Mônica para Clientes podem ser a ferramenta mais simples para você observar quão bem seu servidor está desempenhando suas funções.

Macro computer information_jacob Miller_ Unsplash

A Mônica para Clientes oferece um conjunto de gráficos simples para acompanhamento do desempenho e da “saúde” geral de cada máquina (exceto em servidores cPanel). Vamos agora explicar o significado de cada métrica para que você possa acompanhar mais objetivamente o desempenho de seu servidor.

Observe o exemplo abaixo.

gráficos da Mônica para clientes

Aqui podemos verificar que a Mônica exibe dois conjuntos de gráficos. O primeiro mostra o histórico da carga do servidor na última hora, a quantidade de conexões web à máquina, e o uso de memória RAM, enquanto o segundo conjunto diz respeito ao uso de espaço em disco.

Gráfico de carga da máquina

Carga do servidor é uma métrica complexa que basicamente define quantos processos estão “represados” durante um período de tempo aguardando para usar o processador. Leia mais: O que é Server Load.

O gráfico de carga da máquina exibe três métricas representadas por três linhas de cores diferentes.

carga do servidor

  • A linha verde representa a carga da máquina no decorrer do tempo, e por isso é a única que apresenta variações.
  • A linha amarela representa o limite seguro para a máquina. Ou seja, se a linha verde se mantiver abaixo da linha amarela nesse gráfico, não há motivo para preocupação.
  • A linha vermelha representa o limite de perigo para o servidor. Eventuais picos um pouco acima deste limite podem ser tolerados, mas caso a carga da máquina se mantenha por um longo tempo acima da linha vermelha será necessária uma investigação para identificar a causa da sobrecarga.

No gráfico de exemplo acima podemos verificar um pico momentâneo, que de maneira alguma implicou qualquer risco à máquina porque no instante seguinte a carga estava tão baixa quanto o normal.

Gráfico de conexões web

A Mônica mantém uma contagem, minuto a minuto, com histórico dos últimos 60 minutos, da quantidade de conexões web ativas no servidor.

Qualquer conexão ativa às portas 80 ou 443 é considerada na contagem. Esse índicie é diferente da quantidade de visitantes simultâneos aos sites; há variáveis que podem aumentar ou diminuir a contagem de conexões com relação ao número de visitantes online. Porém, a contagem de conexões se presta bem ao objetivo destes gráficos: permitir que facilmente você identifique a “saúde” geral do servidor.

Veja o exemplo.

gráfico conexões web

É fácil perceber que houve um pico de acessos web três ou quatro minutos antes de esta imagem ser feita.

Esta medida não inspira nenhum tipo de preocupação ou cuidado. Ela será muito útil para comparar com o gráfico de carga: se houver um pico nas linhas relativas à carga do servidor simultaneamente a um pico de visitas poderemos inferir que o tráfego mais intenso está exigindo mais do servidor. Se os picos não coincidirem, em caso de sobrecarga, uma investigação mais aprofundada será necessária — nem sempre upgrade é a melhor resposta a casos de sobrecarga.

Gráfico combinado: carga × conexões web

O gráfico mais útil, por isso mesmo em destaque na Mônica, é o gráfico combinado, onde é possível que se vejam sobrepostas as linhas de carga da máquina e de quantidade de conexões web.

Caso haja coincidência de picos de carga da máquina com picos de visitação, então não há motivos para preocupação.

Na verdade, nenhum pico é por si só motivo de preocupação; problema mesmo é se a carga da máquina mantiver um valor alto por vários minutos, este é que será o sinal de que algo não vai bem; pode ser o código do site, podem ser ataques de hackers ou outro motivo qualquer. Neste caso, será necessária uma análise mais aprofundada — e é claro que nosso Suporte Técnico especializado ajudará quando esta necessidade se manifestar.

Como interpretar os gráficos da Mônica para Clientes

Acima podemos ver um gráfico combinado mostrando um pico recente de acessos, mas que nem por isso ocasionou qualquer aumento significativo na carga da máquina.

Veja esse outro exemplo.

gráficos servidor e conexões web

Neste caso temos três picos de visitação (ultrapassando a marca de 3.000 conexões web simultâneas.

Apesar disso, a variação na carga da máquina é pequena, e os eventuais aumentos de carga sequer coincidem com os picos de visitação.

Gráfico de uso de memória RAM

Como interpretar os gráficos da Mônica para Clientes

A Mônica também mantém um registro dos últimos 60 minutos de uso de memória RAM. O gráfico é bastante autoexplicativo: a linha verde representa a RAM utilizada em um dado momento, enquanto que a linha amarela representa a memória máxima instalada no servidor.

É bastante normal que os servidores utilizem toda a memória, ou quase toda. Isso porque o sistema operacional prioriza a utilização de caches em RAM (não só relacionados às páginas, mas também dos serviços internos do sistema) com o objetivo de melhorar ao máximo o desempenho geral do sistema.

Gráficos de Uso de Disco

A Mônica exibe informações sobre uso de disco em um formato composto por uma tabela informativa e dois gráficos. Caso a máquina tenha mais de uma unidade de disco cada uma será exibida individualmente, com o mesmo nível de detalhes.

Veja o exemplo:

gráficos do disco

Aqui vemos uma máquina que tem duas unidades de disco, uma com o ponto de montagem em / (este sempre será o ponto de montagem do disco principal) e outra com ponto de montagem em /var/www (que é o disco adicional, e até o presente momento não temos casos de clientes com mais de uma unidade de disco extra).

A primeira informação do gráfico demonstra, para cada unidade (ou ponto de montagem):

  • espaço total em disco — ou seja, a capacidade máxima da unidade;
  • espaço utilizado — que é o uso que os arquivos naquele ponto de montagem realmente ocupam;
  • swap — que é uma área do disco utilizada para descarregar a memória RAM quando esta fica muito ocupada;
  • o espaço reservado — que sempre será de 4GB, que é o espaço mínimo que a máquina precisa ter no ponto de montagem principal para que as operações automáticas do servidor não sejam interrompidas;
  • o espaço livre na unidade — que é o que pode efetivamente ser utilizado pelos domínios e/ou outros sistemas;
  • o porcentual de uso de inodes na unidade — basicamente cada arquivo ou pasta no disco ocupa um inode e a quantidade de inodes é limitada pelo próprio sistema de arquivos.

Abaixo algumas observações adicionais sobre os pontos mais “esotéricos” desta tabela.

Swap ou memória virtual ou área/arquivo de troca

Todo sistema operacional moderno prevê que em algum momento a memória RAM disponível não seja suficiente para que todas as operações sejam executadas. Para contornar essa potencial limitação, foi criado o recurso do swap ou memória virtual, que é um arquivo ou uma área do disco para onde o sistema descarrega parte das informações residentes em RAM para liberar o espaço que será utilizado para salvar novos dados.

Essa área de troca pode ser um arquivo em disco, ou uma partição, ou uma outra unidade (muito incomum, mas teoricamente possível).

Nos nossos servidores a área de troca fica na partição / (também chamada de raiz), razão pela qual seu tamanho é descontado do espaço total em disco.

Espaço livre reservado

Todas as máquinas têm como requisito manter 4GB de espaço em disco sem utilização para que operações do próprio sistema não fiquem impossibilitadas.

As principais são:

  • operações de backup;
  • operações de banco de dados — tais como criação de índices, cache para consultas complexas, tabelas temporárias;
  • atividades do firewall;
  • atualizações do próprio sistema operacional.

Monitoramento ativo de uso de disco

Mônica para Clientes

Você não precisa se preocupar com o uso de disco em seu servidor: a Mônica faz o monitoramento ativo, e nossa equipe age sempre que o limite de disco livre mínimo seja atingido.

Até que seja imprescindível um upgrade de servidor ou a adição de um disco extra você nem será notificado sobre o assunto; nós mesmos vamos removendo arquivos temporários, arquivos de logs, caches que podem ser reconstruídos, etc.

Considerações Finais

Um dos motivos pelos quais os gráficos são tão populares na Estatística é porque possibilitam a visualização de um grande volume de informações em um único instante, facultando a interpretação global da informação e de sua evolução no decorrer do tempo (em se tratando dos nossos gráficos).

Com a informação apresentada acima você também poderá deduzir facilmente como está o seu servidor com uma simples olhada nos gráficos.

Caso tenha qualquer pergunta a respeito deste assunto você pode abrir um chamado de suporte e conversar diretamente com nossos técnicos que estarão prontos para elucidar todo tipo de dúvida.


Foto: Jacob Miller on Unsplash

 

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Publicado por Janio Sarmento – 11 de maio de 2018